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Campos agrícolas e hortas comunitárias recebem investimentos para ampliar produção

Os recursos estão sendo aplicados no serviço de compostagem, implantação de 4 unidades de sanitização, capacitação de agricultores.

A Prefeitura de Teresina está investindo cerca de R$ 2,3 milhões para ampliar e melhorar a produção de hortas e campos agrícolas na zona rural da cidade. Os recursos estão sendo aplicados no serviço de compostagem, implantação de 4 unidades de sanitização, capacitação de agricultores em cursos de manejo agroecológico e de higienização e sanitização das hortaliças, além da aquisição de veículos e 4 triciclos para transporte dos produtos.

No ano passado, a SDR já havia investido R$ 1,3 milhão para a ampliação e implantação de 17 campos agrícolas. Os recursos foram aplicados na implantação de sistemas de bombeamento e de irrigação, além da implantação de rede elétrica, perfuração de poços e aquisição de fertilizantes.

Além da quantidade, a qualidade dos produtos também tem sido prioridade para a Prefeitura. Um total de seis unidades de higienização já foram implantadas, cada uma com pias e balcões para que as hortaliças sejam lavadas, embaladas e armazenadas. “Com essa estrutura é possível garantir ao consumidor final um produto com todas as garantias sanitárias e informações necessárias, agregando valor aos produtos e dando mais oportunidade aos horticultores de concorrer no mercado”, destaca a engenheira agrônoma Carlota Joaquina, da Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR).

Ela ressalta que, parte dos produtores que utilizam as unidades de sanitização estão incluídos no Programa de Aquisição de Gêneros Alimentícios para a merenda escolar, através de convênio com a Secretaria Municipal de Educação (Semec).

Ao todo, são 46 hortas espalhadas em todas as zonas da capital, beneficiando diretamente 1.500 famílias, e 11 campos agrícolas em funcionamento e 14 em implantação. “Esses convênios firmados são muito importantes, pois nos garantem recursos para modernizar as hortas e melhorar a produção dessas famílias. Nosso objetivo é promover de forma sustentável o desenvolvimento desses locais, pois sabemos que muitas pessoas tiram de lá o seu sustento”, afirma a Carlota.

Um exemplo bem sucedido de aplicação desses recursos é a Comunidade Alegria, zona rural sul da capital, onde existem uma horta e um campo agrícola. Lá trabalha Maria das Dores Sousa, de 55 anos. “Daqui eu tiro o meu sustento e o de minha família há 20 anos, quando a horta foi fundada. Planto cebolinha, coentro, alface, couve, rúcula, hortelã e tomate cereja, tudo através de produção orgânica, sem uso de agrotóxicos”, conta.

Maria é uma das 15 produtoras da região que comercializam suas produções em feiras na Praça Rio Branco e Universidade Federal (UFPI). “A Prefeitura ajuda a gente com o transporte até as feiras e lá já temos nossos clientes.

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