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Liderança e articulação

Por Socorro Waquim. Em artigo muito sugestivo a deputada fala sobre a participação das mulheres na politica e defende avanços na pauta atual

 

Liderança e articulação serão fundamentais. A participação de mais mulheres na política eleitoral, duramente conquistada nos últimos anos, corre risco com a Reforma Política em tramitação na Câmara dos Deputados. Podemos perder o direito aos 30% de candidaturas femininas na composição das chapas.

O PL aprovado e enviado para a Câmara dos Deputados analisar e votar até setembro para que valha já para 2022, quando completamos 90 anos do direito de voto para as mulheres, embora tenha representado um primeiro avanço ao determinar a reserva de 18% das cadeiras dos Parlamentos para mulheres já na próxima eleição, chegando a 30% em 2038, pecou ao deixar de fora o direito às candidaturas.

A reserva foi uma conquista importante, embora abaixo do ideal e por isso vamos continuar lutando, graças a convicção e o comprometimento político da nossa senadora emedebista Simone Tebet (MS), com os direitos da mulher, que apresentou a emenda dos 18% aprovada.

Líder da Bancada Feminina no Senado, Simone representou, em Plenário, o persistente, articulado e fundamental trabalho que o Secretariado Nacional do MDB Mulher, Presidido por Fátima Pelaes, junto com Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, da Secretaria da Mulher e da Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados desempenharam nos meses que antecederam a votação.

Graças também ao comprometimento destas líderes, os 30% de investimentos do Fundo Eleitoral e do tempo de propaganda eleitoral no rádio e tv para nossas campanhas foram mantidos. Fica a pergunta, faz sentido recursos sem candidaturas? Minha opinião é não.

Apenas um exemplo de como a história das nossas lutas pode ser rasgada, manchada entre os países onde a representação das mulheres avança, lembremos do México, país onde a paridade entre mulheres e homens é uma luta desde 2014. Lá foi aprovado já à época 50% das candidaturas dos partidos para mulheres.

O resultado é que a representação de mulheres hoje é de 49% no Parlamento federal, colocando o país no primeiro lugar no ranking da Organização das Nações Unidas que acompanha a paridade política na América Latina. Por aqui, onde somos 52% da população e do eleitorado, ocupamos o 9º lugar, entre 11 países analisados.

Vamos viver dias decisivos neste mês de agosto quando o Congresso volta ao trabalho legislativo. Nesses momentos, precisamos de líderes tenazes e eficientes na articulação política em defesa da representação das mulheres. E esses são traços significativos no trabalho da nossa Presidente Fátima Pelaes. Tenho fé no seu comprometimento com as mulheres de todo o Brasil.

*Deputada Estadual MDB Maranhão

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