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Teresina é pioneira ao implantar leitos para internação de pessoas com risco de suicídio

Para ter acesso aos leitos psiquiátricos do Hospital da Primavera, a pessoa deverá estar em situação de urgência psiquiátrica, como tentativa de suicídio, e ser atendida em hospitais públicos de Teresina.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) iniciou a implantação de oito novos leitos psiquiátricos no Hospital da Primavera, zona norte de Teresina, destinados, prioritariamente, à internação de pessoas com alto risco para suicídio. A adequação do espaço, prevista para ser concluída em 70 dias, fará de Teresina a capital pioneira no Brasil a implantar leitos específicos para esse cuidado. O dado foi divulgado pela Gerência de Saúde Mental, após pesquisa junto às outras capitais brasileiras.

O presidente da FMS, Charles Silveira, afirma que a ação vai beneficiar a população que está em sofrimento mental. “Nesse momento, estamos fortalecendo essa rede de assistência. Nos próximos dias iremos expandir o PROVIDA, ambulatório que atende quem tentou suicídio, e inaugurar o novo CAPS da zona Sudeste. Ainda queremos conscientizar a população de que todos, com conhecimento e atitude acolhedora, podem contribuir com a prevenção do suicídio”, afirmou o gestor.

Para ter acesso aos leitos psiquiátricos do Hospital da Primavera, a pessoa deverá estar em situação de urgência psiquiátrica, como tentativa de suicídio, e ser atendida em hospitais públicos de Teresina. “Nesses casos, se houver necessidade, os médicos desses locais poderão solicitar a transferência do paciente para ser internado no Hospital da Primavera e receber cuidados mais intensivos antes de ter alta médica”, explica a gerente de saúde mental da FMS, Luanna Bueno.

O suicídio é um grave problema de saúde pública, que pode ocorrer por vários fatores e, segundo a Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos estão atrelados a transtornos mentais. “É preciso discutir e quebrar tabus, porque não falar sobre suicídio é tão nocivo quanto falar de maneira errada. A gente não pode divulgar casos isolados, mas pode falar sobre doenças mentais e onde buscar tratamento. Temos uma rede extensa que presta esse tipo de serviço”, finaliza Luanna Bueno.

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