Vereador de Timon diz que terá que voltar a “trabalhar” após corte em salários

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O mandato eletivo, a atividade parlamentar ou tudo que cerca a eleição de um membro parlamentar não pode, nunca, ser confundida como emprego, profissão ou que o cidadão tenha que tirar dos subsídios e das verbas parlamentares o sustento de sua família, embora, ele receba salários para exercer a politica. Por isso mesmo, o discurso do vereador Irmão Francisco, do Republicanos, de Timon, está servindo de alvo de inúmeros questionamentos, de memes e deve ter grande repercussão dentro da sociedade e dos formadores de opinião da cidade e do país.

Em conversa com o vereador, ele disse que deixou todas as suas atividades profissionais em busca do um mandato eletivo. “Embora existe somente duas sessões por semana, estou todos os dias na casa exercendo minhas obrigações do mandato e elegendo as prioridades de atender ao povo. Fora do legislativo, exerço também, por força da eleição, nosso mandato, participando diariamente de reuniões e encontros com os moradores da cidade, ouvindo e estabelecendo procedimentos para soluções, isso demanda tempo e recursos, até então, antes desse corte, não havia reclamações. Portanto, minha fala foi nesse sentido de que com nossas atividades, no meu caso, que me integro totalmente ao mandato, não tenho como resolver essas demandas, após o corte de salários e da verba indenizatória, disse Irmão Francisco.

Irmão Francisco, disse em discurso da tribuna durante em sessão plenária, que de regra deveria ser utilizado, para debater, apresentar, projetos e soluções para os problemas da cidade e de seus munícipes, que está sentindo na pele a decisão, que segundo o presidente da Câmara Uilma Resende, do PDT atribui à prefeita Dinair Veloso, de promover, este mês, corte de 167 mil reais no repasse à Câmara de Timon, e que, deixou o vereador com, segundo ele, 10 mil reais a menos em seu “orçamento familiar”, e que com isso ele não estaria e condições de sustentar a família.

“Quando eu não era vereador, tinha que trabalhar para sustentar minha família, hoje senhores e senhores, eu não tenho como sustentar minha família sendo vereador de Timon, porque os nossos proventos aqui dessa augusta Casa, o presidente Uilma Resende cortou o salário, tirou dez mil, por isso ser vereador em Timon, não vale à pena. Não vale à pena ser vereador em Timon porque eu tenho que trabalhar, eu vou ter que trabalhar”, disse o vereador.

Sobre o corte no repasse e a consequente polêmica gerada em que os vereadores governistas dizem ter sofrido perdas em seus proventos e verba indenizatória, o blog, com acesso ao portal da transparência, no ícone folha de pagamento, observou que quase a totalidade dos vereadores apelaram, logo nos primeiro três meses de mandato, aos empréstimos consignados, aquele em que o servidor pega um montante em dinheiro e é descontado direto em seu contracheque em “suaves” prestações. Alguns dos vereadores que pegaram esse empréstimo, comprometerem mais do que os 30 por cento, que é a margem segura de endividamento para esse tipo de empréstimo e estão com seus proventos comprometidos.

 

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