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Ceasa de Timon: obra paralisada, atrasada e sem dinheiro para a conclusão

Da maquete exibida pelo governo em redes sociais e nos meios de comunicação à realidade são dez meses sem nenhuma pá de cal

Em dez meses de execução, a obra hoje, em nada se compara à maquete acima

A obra de revitalização da Ceasa de Timon teve dia para iniciar, mas não tem dia para ser concluída. Da assinatura da Ordem de Serviço, em junho do ano passado, até hoje, são dez meses sem que a revitalização do Centro de Abastecimento de Timon, cantada em verso e prosa, está sem um aporte de recursos e nem avança em sua construção. A licitação deverá ser ter aditivo de prazo, pois não será concluída dentro do prazo previsto.

Durante os dez meses de contrato para execução da obra, a construtora responsável pela revitalização recebeu, dos 7 milhões licitados para a obra, somente 10 por cento deste valor, ou seja, pouco mais de 700 mil, que serviram para derrubar parte da Ceasa e construir um galpão sobre a estrutura dos antigos quiosques dos permissionários que comercializavam comidas e outros produtos, hoje jogados em ruas no entorno da Ceasa.

Como argumento para a retirada dos permissionários no ano passado, o prefeito Luciano Leitoa usou como argumento a necessidade da saída deles para a assinatura da ordem de serviço a saída dos permissionários, pois senão, o governo não poderia liberar os recursos por conta do prazo eleitoral, quando o governador Flávio Dino concorria a reeleição  e seria impedido de assinar contratos e convênios após junho de 2018.

O blogdoribinha conversou na última segunda-feira com o engenheiro Pitter Ferreira, sócio proprietário da Skora Engenharia. Jovem empresário que vive na adrenalina dos esportes radicais que pratica nas horas de folga, mas que, quanto à obra ele se demonstra tranquilidade com os atrasos e falta de pagamento.

Segundo Pitter Ferreira, a obra sofreu solução de continuidade, devido exatamente o período eleitoral e as dificuldades econômicas que país enfrenta e outros fatores. Mas é bom lembrar que a obra de junho a outubro, – período eleitoral-, pouco avançou e que, apesar do governador ser reeleito, de novembro de 2018 a março deste ano, segundo o engenheiro, a obra sofreu com a questão do orçamento e da abertura do ano financeiro de 2019.

Pitter Ferreira disse que existe um empenho por parte da família Leitoa: Prefeito Luciano, deputado Rafael e o ex-prefeito Chico Leitoa, junto à Secretaria de Infraestrutura estadual para que ainda este mês seja feito repasse de recursos para que a obra seja retomada, mas segundo ele mesmo frisou, essa é uma proposta ou promessa e não uma garantia.

Com Know How de décadas em construção de obras privadas e públicas nos Estados do Piauí e Maranhão, a Construtora Skora admite dificuldades na obra da Ceasa, pois antes, na esperança de um trabalho para a execução da obra, trabalhava com 300 operários, hoje são menos de 50, mas a impressão, segundo visita in loco, ao que parece não exista ninguém trabalhando, além de vigias e porteiros no canteiro de obras em Timon.

Enquanto isso, dezenas e centenas de permissionários, aguardam, instalados em condições adversas, que a obra seja retomada e concluída. Em conversas com alguns permissionários, que alegam péssimas condições de trabalho para comercializar seus produtos fora da Ceasa, na época, até o Ministério Público foi lá para convencê-los a deixar o órgão, hoje, somente a imprensa e alguns vereadores ainda aparecem para saber como eles estão, alegam.

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