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Luciano pede ajuda ao Ministério Público para corrigir altos salários dos professores de Timon

A escala de salários do magistério, segundo o prefeito, inviabiliza novo concurso para professores

Luciano Leitoa diz que altos salários de professores o impedem fazer concurso

O prefeito Luciano Leitoa foi muito infeliz em sua fala hoje, 25, na entrega da nova sede das Promotorias de Justiça de Timon. Num discurso cheio de contradições, o prefeito de Timon, ao citar que a folha de pagamento dos servidores públicos municipais – incluindo os pensionistas-, consome mensalmente 21 milhões de reais e que a metade desse dinheiro é gasto com a educação e que os professores consomem a maior parte com seus salários, Luciano Leitoa chegou a pedir o Ministério Público, que em outras ocasiões lhe acudiu em questões cruciais na sua gestão, também lhe ajude, pois segundo o prefeito, ele não poderá fazer concurso público para professor do município com a escala de salários hoje praticada pelo Magistério Público variando entre salários de 2 a 10 mil reais por mês.

“Não quero deixar esse legado para o próximo prefeito ou prefeita”, disse Luciano pedindo socorro ao MP.

Com o discurso, o prefeito deixa claro que pode mexer em direitos adquiridos pelos professores da rede pública municipal para poder contratar mais professores por concurso público. O prefeito também citou a necessidade de que a Câmara possa ajudá-lo nessa tarefa.

Corregedor: É preciso competência para administrar recursos

Pouco recursos e  incompetência

Em outra parte de seu discurso, o prefeito Luciano Leitoa reclamou da falta de recursos, e nesse caso, teve uma resposta do corregedor nacional do MP, Orlando Rochadel, que disse ao prefeito que os  recursos são importantes, mas disse, em outras palavras, que é preciso também competência para administrá-los e citou o caso do Procurador do Maranhão Luiz Gonzaga Coelho, que com pouco mais de 2 milhões de reais estava entregando um prédio de excelente qualidade: “São poucos os lugares no Brasil, há capitais que não têm obras desse porte”, observou. Rochadel afirmou ainda que, mais importante que a construção, é o serviço que será prestado nele, o atendimento às pessoas mais humildes que buscam o apoio do Ministério Público.

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