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Oposição na Câmara diz que não pode defender aumento que o sindicato não quer

Os vereadores poderão votar pela proposta de 4,17 como quer o prefeito e deseja o Sinterpum

Professores lotaram a galeria, mas defendem aumento menor

Os dez vereadores da oposição estão propensos a votar mesmo pelo reajuste de 4,17 por cento aos professores de Timon como quer o prefeito Luciano Leitoa e deseja a diretoria do sindicato da categoria. Vereadores com os quais o blogdoribinha conversou, admitem que as opiniões esboçadas pela presidente da Sinterpum Norma Sueli durante a audiência de ontem, 21, são as de que a categoria fechou questão com o governo e que não deseja aumento maior para categoria, a exemplo do que aconteceu no ano passado, quando os vereadores de oposição defendiam uma aumento maior para os professores e a diretoria passado “fincou pé” numa proposta de percentual menor oferecida pelo prefeito.

Norma Sueli não defendeu proposta da categoria de 6,23 por cento

“Isso demonstra um alinhamento com a base do prefeito nessa questão, nunca se ouviu dizer que uma categoria não fizesse questão de um aumento maior, principalmente como conhecemos a classe que é sofrida e lutadora, em outros tempos, mas agora essa postura do sindicato evidencia um acordo com o governo com os propósitos de não entrar em confronto e aceitar tudo que o prefeito impõe, portanto não tem sentido defendermos aumento que a diretoria do sindicato não quer”, disse um vereador oposicionista.

Outro vereador disse que, no ano passado a presidente do Sindicato Márcia Feitosa, revoltada, usou todos os meios possíveis para achincalhar os vereadores de oposição que defendiam um aumento maior para os professores. Talvez, por conta da repercussão politica de que o aumento maior defendido pelos oposicionistas fossem ter uma repercussão favorável à oposição e não ao prefeito, aliado do sindicato”, disse outro oposicionista.

A atual presidente do sindicato Norma Sueli não estava participando da audiência pública defendendo uma proposta salarial ou um percentual para categoria, embora agora se saiba que o sindicato tem uma bandeira de 6,23 por cento como foi declarado pela professora Uerli Queiroz. Norma estava na defesa da proposta e para que os professores aceitassem o percentual que o governo municipal propõe”, disse consternado outro vereador.

Antunes: não vou defender aumento que a diretoria não quer

O discurso mais duro e direto ao ponto foi do vereador Antunes Macêdo que não mediu palavras para afirmar que não vai defender, como vereador, um aumento maior, se a diretoria do sindicato que não quer: “Quem tem que interpelar o sindicato são seus associados que elegeram a diretoria, não são os vereadores. Cada um tem o representante que merece, eu não vou aqui gastar minha energia brigando por um melhor reajuste salarial para quem não quer! Se a categoria não quer uma valorização melhor não vai ser o vereador Antunes Macedo que vai está aqui brigando… O que tenho visto ao longo dos anos são sindicatos brigarem pela valorização e aqui o sindicato nunca procurou a oposição para o diálogo, só procuram o governo e os vereadores da base do governo”, disse o vereador Antunes Macedo.

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