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Secretária adia ano letivo e culpa atraso na votação do orçamento, mas empresa contratada pela Semed é denunciada pelo MPF

Uma das licitações a que se refere Dona Sebastiana era feita com empresa denunciada hoje pelo MPF-PI

A Dona Sebastiana Veloso, secretária de Educação do Município de Timon, protocolou oficio circular com data de hoje, 29, para todos os diretores de escolas publicas municipais sobre o adiamento do início do primeiro período letivo de 2019, que segundo ela, não será aberto no dia 06, como previa a Secretaria de Educação e somente no dia 25 de fevereiro do corrente ano.

A secretária Sebastiana explica que o motivo do adiamento do período letivo é em decorrência do atraso da votação do orçamento da Câmara, numa clara alusão ao discurso e orientação do prefeito Luciano Leitoa que tem intenção de culpa a votação de orçamento de 2019 às suas mazelas administrativas, como atraso do salários dos servidores públicos municipais – alguns com 4 meses sem receber -, e a ineficiência dos serviços públicos prestados à população.

Dona Sebastiana, a secretária, também diz em seu oficio circular que por conta do atraso na votação do orçamento, “esta secretaria ficou impossibilitada de realizar, em tempo hábil, os procedimentos licitatórios necessários para o bom funcionamento da educação em nosso município, comprometendo assim, o inicio do período letivo”.

Sebastiana só esqueceu de dizer que durante o período em que está à frente da Educação uma das licitações a que se refere, a de contratação de empresa para transporte escolar, estava sendo feita pela empresa Locar ou LC Transportes, que hoje, 29, o Ministério Público Federal denunciou 24 pessoas, no Piauí, envolvida em atos de corrupção ativa e distribuição de propina a servidores públicos nos contratos realizados por essa empresa em Prefeituras do Estado do Piauí.

A secretária também não esclareceu aos diretores, em seu oficio, que o processo de contratação dos serviços de transportes feitos pela Secretaria que ela dirige com a empresa investigada, cujo donos estão na cadeia, vinha sendo feito anualmente através de aditivos e que a Secretaria de Educação de Timon, nos anos de 2017 e 2018 pagou mais de 15 milhões de reais para essa empresa denunciada pelo MPF-PI.

Nessa investigação o município de Timon foi citado.

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