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Sem coligação, partidos têm dificuldades em apresentar novos nomes e compor com detentores de mandato

Os suplentes e pré-candidatos querem fugir da premissa de "ser bucha", mas de um jeito ou de outro, se não tiverem votos, assim será

Enquanto os candidatos a prefeito se arvoram nos apoios e compromissos estimulados como processo para alavancar suas candidaturas, os pré-candidatos a cargo proporcional, a vereador, vivem dilema da formação de chapa. Sem coligação, os partidos estão encontrando dificuldade e resistência dos chamados potenciais eleitorais para assinar ficha de filiações e concorrer aos cargos em 2020.

As dificuldades são relatadas, inclusive, para os detentores de mandato, independente de estarem nos grupos de oposição ou governo, onde na prática tem a possibilidade de compor chapas com mais rapidez e solidez, pois a moeda de troca, como benefícios de cargos, obras e outras ações governamentais, influenciam a decisão dos pré-candidatos em optar pela base governista, mas mesmo nessa situação ninguém quer novamente “servir de bucha” para eleger ou reeleger quem tem mandato.

Dentro do governo Leitoa, em Timon, por exemplo, existe um movimento de suplentes que não quer mais viver à sombra dos titulares e alçar vôo em chapa competitiva com possibilidade de se eleger, mas para isso precisam da matéria prima: eleitor/voto.

Sem citar nomes para evitar ser injusto ou atrapalhar negociações politicas, os partidos que compõem a base do governo vêm sofrendo essa influência dos suplentes e pré-candidatos que não se dispõem mais a compor somente para atingir a quantidade de votos e eleger ou reeleger detentores de mandato. Isso também vem ocorrendo na oposição.

Agora se dentro do governo existe esse movimento, imagine na oposição que não tem, hipoteticamente, a moeda de troca que os governistas dispõem para negociar apoios. A dificuldade é redobrada.

Um vereador de mandato explicava essa dificuldade. Eleito pela base do governo sem ter um grupo de apoio, mas somente como o nome e seu status profissional colocado em primeiro plano, ele fala da dificuldade de conseguir espaço dentro dos partidos, haja vista que nenhum quer ceder para elegê-lo.

Outro vereador relata que a dificuldade maior é encontrar pessoas que queiram se filiar e concorrer sem ganhar nada. Todos querem uma vantagem e aparentemente o fundo eleitoral não tem influência na decisão, os acordos de composição da chapa têm que ser imediatos, senão ninguém entra na disputa, diz o vereador.

As composições são importantes para os partidos ainda mais sem coligação, onde os partidos nas eleições passadas usavam a situação dos pequenos partidos para complementar a legenda partidária e tudo era, hipoteticamente, mais fácil. Sem coligação, um partido para ganhar a primeira vaga tem que ter no mínimo em torno de 4 mil votos e essa é a grande dificuldade em compor ou não com os potenciais eleitorais.

Se compor com quem já tem votos conquistados e mandatos eletivos, os partidos, sem coligação correm o risco de eleger novamente esses potenciais eleitorais, mas por outro lado, se os partidos não comporem com quem tem voto, na prática, correm o risco de não fazer a legenda e terminar a eleição com a legenda bem votada mais sem eleger um representante.

Resumindo, a situação não é fácil para a disputa proporcional e com diz o ditado: “Se correr o bicho pega se ficar o bicho come”.

 

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