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Servidor terceirizado diz “estou desde outubro/19 sem receber. Me ajudem, passo fome”

Com carteira assinada e sem receber, Francisco Rodrigues não teve direito ao abono emergencial e nem à cesta básica

Casado, 45 anos, pai de dois filhos, um do primeiro relacionamento de sua esposa, o servidor terceirizado da Prefeitura de Timon, que vamos identificar como sendo Francisco Rodrigues, para não revelar sua verdadeira identidade, ligou ontem, 10, para o titular do blog para informar que desde outubro de 2019 não recebe nenhum centavo de seu salário.
Segundo Francisco Rodrigues, ele não pode receber “a ajuda do Bolsonaro de 600 reais”, pois está de carteira assinada e nem a cesta de alimentos distribuída pelo prefeito ele teve direito. “Em casa, estou passando fome e sem nenhuma expectativa de que, nos próximos meses a coisa vá melhorar”, disse Chico.
Ele disse que tem função administrativa na prefeitura e que agora com a decisao tomada pelo prefeito Luciano Leitoa, por conta do coronavírus, no órgão em que trabalhava, as pessoas sabendo de sua situação lhe davam alguns trocados por ele fazer alguns afazeres externos, além disso amigos e parentes também vinham lhe ajudando a se manter e manter a família mesmo sem receber um centavo de seus salários até hoje.
As prestações da Casa onde mora do Programa Minha casa e Minha Vida estão atrasadas, água, luz e outras dívidas também estão em atraso desde então. Segundo Francisco Rodrigues, tudo que ele podia fazer para receber seus salários já foi feito junto às empresas terceirizadas, mas ao ser perguntado porque ele não deixa o emprego e entra na justiça com processos, ele afirmou que está lá até hoje porque não tem pra onde ir e nem onde trabalhar na cidade de Timon.
Na mesma situação de Francisco Rodrigues existem inúmeros trabalhadores que estão sem receber seus salários em quatro, cinco ou sete meses de atraso. O prefeito Luciano Leitoa tem afirmado que faz o repasse do dinheiro às terceirizadas, que afirmam atraso nos repasses dos recursos durante meses.
Na ponta da corda ou no meio dela, estão os órgãos fiscalizadores dos recursos públicos e destes contratos, que omissos, até hoje não se sabe que ação foi feita por esses órgãos para restabelecer a ordem administrativa e financeira na Prefeitura de Timon.
Enquanto isso em Timon milhares de servidores, assim como Francisco Rodrigues, passam fome.

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