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Empresário denuncia que monopólio do ônibus em Timon é financiado com dinheiro público

Ramon Alves diz que ao patrocinar o sistema de confecção de carteiras e cartões magnéticos, o poder público está financiando o monopólio

Ao patrocinar, com logomarca da gestão municipal, o sistema de confecção de carteiras estudantis de Timon e cartões eletrônicos de acesso aos ônibus, a Prefeitura de Timon, através do Consórcio Intermunicipal de Mobilidade Urbana (CIMU), patrocina o monopólio da empresa de ônibus Dois Irmãos no sistema de transporte coletivo da cidade, disse o empresário Ramon Alves, proprietário da Timon City.

De acordo com o empresário, o Cimu, em suas justificativas apresentadas à sua empresa por não interferir no sistema de bilhetagem eletrônica, admite que por conta do Sistema de Transporte Urbano de Teresina, Setut, tratar-se de empresa privada, o órgão não pode interferir em suas decisões, mas por outro lado, a Prefeitura de Timon financia o que o empresário chamou de “concorrência ruinosa”, pois somente a empresa Dois Irmãos está no sistema de bilhetagem administrado pelo Setut e agora comprovado seu financiamento e patrocínio por parte da gestão municipal de Timon.

“A garantia do monopólio do transporte coletivo em Timon existe com a sustentação de dinheiro público, e não tem prova maior que esse patrocínio do governo municipal nos cartões magnéticos dos estudantes para que eles acessem à bilhetagem que favorece uma só empresa criando o desequilíbrio econômico entre as empresas e uma concorrência ruinosa, porque a Timon City, como uma empresa privada, para brigar com o dinheiro público é muito difícil”, lamentou o  empresário.

A empresa Timon City, atuando vem linhas de transporte de passageiros entre Timon e Teresina desde 2016 é impedida de integrar o sistema de bilhetagem eletrônica. Enquanto que, os passageiros da Dois Irmãos acessam aos ônibus com os cartões magnéticos controlados pelo Setut e financiados pela Prefeitura de Timon, na Timon City, os passageiros têm que pagar suas passagens com dinheiro vivo, em cash, e isso causa prejuízos para empresa, pois nem sempre o passageiro tem o valor da passagem, mesmo que ela seja mais barata que a do cartão magnético.

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