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Estatísticos opinam sobre pesquisa em data que não existe: “patética, suspeita e viciada”

O blog ouviu dois estatísticos, um no Piauí e outro no Maranhão, onde a pesquisa foi realizada

Não fosse por pequenos detalhes grotescos e erros a pesquisa divulgada em Timon ontem, 15, realizada pelo Instituto de Opinião Pública JM, ainda desconhecido neste cenário, que coloca o Coronel Schynnider na frente da corrida pela Prefeitura de Timon, os números poderiam ser incontestáveis.

Mas segundo dois estatísticos com experiência na realização de pesquisas eleitorais no Estado do Piauí e do Maranhão, onde foi feito a pesquisa, ouvidos pelo blog, a pesquisa da forma que foi colocada gera suspeita a partir do erro da data da pesquisa, pois enquanto a imprensa diz que a pesquisa foi realizada entre 30 de setembro a 2 de outubro, o documento sobre a metodologia aplicada afirma que os dados foram coletados de 31 de setembro a 2 de outubro, sendo que 31 de setembro não existe no calendário oficial.

Segundo um dos estatísticos que prefere não analisar pesquisas feitas “por outros institutos”, a não ser segundo ele, que tenha referência de outras empresas, pois tem empresas que ele respeita muito, que são aquelas empresas associadas à ABEP, que é o Instituto Brasileiro de Pesquisas, mas feita por um instituto filiado não tem como analisar, mas um cara que erra uma data já é um indício de pelo menos uma empresa relapsa, porque é um erro sanável, mas um erro absolutamente patético é o que posso dizer, numa opinião muito pessoal minha, disse o estatístico.

O outro estatístico fez a seguinte análise sobre a pesquisa cuja metodologia colocou data que não existe no calendário: “são pessoas que copiam de outro lugar, por exemplo, vi aqui agora, 1.984 pessoas com margem de erro de 3 por cento, isso não é verdade, a margem de erro, nesse caso é menor, talvez chegue a 2 por cento. Outra coisa, pessoas de 16 anos, pessoas não. Tem que colocar eleitores do município de Timon com idade acima de 16 anos, então isso são pessoas que não têm muita habilidade que ficam copiando de outros e jogando. Uma pesquisa que merece ter críticas, porque é de gente, com certeza que não domina, não domina. Eu não posso saber quem foi que fez, mas você começa logo por uma data que não existe, pois pode cair até em gozação um negócio desse, pois essa data não existe. Então essas três coisas na metodologia que observei: a data, 1.984 eleitores, que não dar essa margem de erro e que com relação ao termo, não são pessoas, são eleitores, disse outro estatístico.

Ele explica que a margem de erro divulgada pela pesquisa jamais seria 3 por cento, pois esse percentual seria quando se aplicam 1.070 questionários, esse aí 1.984 dá uma margem de erro de 2.19 por cento, ou seja isso está uma pesquisa toda viciada. Eu não sei nem quem foi que fez, mas uma pesquisa viciada e que merece críticas, por que não foi lhe garanto alguém que domina esse ramo, finalizou o estatístico ouvido pelo blogdoribinha no Piauí onde realiza pesquisas eleitorais.

Ao ser contestada por conta da data inexistente e diferente da que foi publicada, o presidente do PSDB de Timon, Anderson Pego disse que o erro “não muda o resultado da pesquisa” e que o erro em colocar a data de 31 e não de 30 de setembro foi de digitação e que não interfere no resultado, mas muitas pessoas, que também opinaram sobre o resultado, afirmaram não acreditar no resultado e o erro leva a uma possível manipulação dos dados.

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Comentários

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1 pensou em “Estatísticos opinam sobre pesquisa em data que não existe: “patética, suspeita e viciada””

  1. SOCORRO TÁ MUITO BEM NA PESQUISA PORQUE ELA NÃO ANDA POR AÍ FALANDO QUE É CANDIDATA. ELA VAI ACABAR SENDO A VITORIOSA.

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