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Gestão de Timon aparece mais uma vez em operação policial sobre desvio de verba da Educação

Na operação "pau de arara" em 2016, e agora na "topique" Timon é citada nos desvios

Polícia Federal no estacionamento do centro administrativo
Operação da Polícia Federal apura desvios em Timon

Timon, a gestão da cidade, aparece em mais uma operação policial desencadeada para investigar desvio e irregularidades na aplicação do dinheiro público.

Na operação “Topique” da Policia Federal, que prendeu 22 pessoas – curiosamente ainda não se sabe quem as são-, o município, ou melhor, sua gestão administrativa aparece entre os que estão dentro das irregularidades, ou seja, se utilizaram dos mesmos argumentos que a principal investigada a Secretaria de Educação do Piauí usou para desviar recursos do Fundeb e Pnat.

Segundo levantamento da própria Controladoria Geral da União, algo em torno de 150 milhões podem ter sido desviados, dinheiro que seria utilizado para o transporte de alunos para escolas públicas.

De acordo com a CGU a investigação foi iniciada a partir de 2013 e constatou que os serviços de transporte escolar de alunos nas escolas públicas vinham sendo superfaturados desde então, mas mesmo com o superfaturamento, as empresas não prestavam o serviço e além de sub-empreitar serviços, como veículos inadequados lesando o dinheiro público ainda causavam risco de acidentes e mortes a alunos, pois até caminhões pau-de-arara ainda serviam de transportes para as escolas públicas.

Pau de arara é o uso irregular de veículos para transportar alunos
Município, sua gestão também é citado na operação pau de arara

Em 2016, baseado na relatórios da CGU, no Maranhão que apurou irregularidades em contratos dos transporte escolar em municípios do Estado deflagrando a operação pau de arara, o Ministério Público de Contas (MPC), anunciou a adoção de nove  representações junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) contra prefeituras maranhenses por conta de irregularidades no transporte escolar.

As representações pediam, além da apuração por parte do TCE, a concessão de medidas cautelares suspendendo pagamentos decorrentes de contratos sob suspeita e, em alguns casos, o afastamento do prefeito e a decretação da indisponibilidade de seus bens para fins de devolução de recursos ao erário.

Entre as prefeituras alvo da representação do MPC estavam: Grajaú, Caxias, Presidente Juscelino, Sítio Novo, Timon, Viana, Anajatuba, Governador Edson Lobão e Vargem Grande.

Naquela época, Timon, ou melhor sua gestão municipal, aparecia no escândalo de uso de veículos inadequados do transporte escolar ou no desvio de recursos para transportar alunos que estudam nas escolas do município.

A empresa tinha contratos com Timon
Policiais saindo da sede da empresa “operação cooperare”

Desde 2013, ou a partir de então, uma só empresa vem ganhando os processos licitatórios na Secretaria de Educação de Timon. A partir desta licitação, os processos de contratos para locação de veículos são aditivados e os preços superfaturados, como constata as atuais investigações.

Apesar do superfaturamento no valores dos contratos, existem atrasos de pagamentos e até greve dos donos de veículos, que na sua grande maioria oferecem serviço de transporte de qualidade duvidosa para os alunos.

Portanto, não é de hoje que Timon, nesse aspecto do transporte escolar, vem sendo citado em operações policiais deflagradas pelas polícias e órgãos fiscalizadores, mas até hoje, não se sabe o resultado dessas investigações.

A Coopmar foi contratada pela Secretaria de Educação em Timon
A empresa fechou as portas em Timon e deu calote em milhares de ex-tercerizados

O município, ou melhor, sua gestão, também tem envolvimento em outros processos licitatórios fraudulentos e citamos aqui o caso da Coopmar, que contratada por várias prefeituras, entre elas Timon, foi alvo de investigação em 2016 por ter aplicado um golpe que teria desviado 230 milhões dos cofres públicos, inclusive de Timon. Essa empresa fazia contratos superfaturados para o uso de mão de obra nas prefeituras. Em Timon, assim como em todo Maranhão, a Coopmar fechou as portas, talvez para se livrar das investigações, mas até hoje, dois anos depois de deflagrada essa operação, até hoje ninguém sabe quem são os envolvidos nessa roubalheira do dinheiro público em Timon.

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