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Situação atípica da Câmara de Timon começa novo desfecho a partir da meia-noite de hoje

À meia-noite encerra-se o mandato de Uilma Resende e Socorro Waquim assume a presidência

Em situação atípica, Socorro assume a presidência da Câmara de Timon pela segunda vez

A situação atípica em que vive a Câmara de Timon – que ainda não entrou em recesso parlamentar e nem realizou a eleição para escolha da Mesa Diretora -, que dará seguimento ao segundo biênio (2019/2020) da atual legislatura, começará um novo desfecho a partir da meia noite de hoje, 31 de dezembro de 2018 e nas primeiras horas de 2019. A partir da meia-noite encerra-se o mandato do vereador Uilma Resende e a vereadora Socorro Waquim assume a presidência da Casa.

Pelo regimento, assume temporariamente neste período de ocaso da atual diretoria a vereadora Professora Socorro Waquim (MDB), por conta da sua maior idade perante aos demais vereadores, conforme diz a Lei Orgânica e caberá a ela dar seguimento e trâmite ao processo para reativar as atividades da Casa, a partir de então.

Como primeiro ato, a experiente vereadora colocará em pauta a votação da Lei de Diretrizes Orçamentária que define os gastos do executivo para o ano de 2019, que foi colocado em pauta no último dia 17, mas que por falta de acordo foi suspensa até a data de hoje e por conta da não votação do orçamento os vereadores não tiveram ainda o recesso parlamentar de final do ano.

Sobre a disputa pela Mesa Diretora, oposição e base do governo disputam a eleição, tendo cada um candidato a presidente e uma divisão de votos com ligeira vantagem da oposição, que em fevereiro deste ano, data da eleição antecipada foi marcada pelos vereadores, tinha 12 votos, mas no decorrer do processo perdeu um voto e hoje tem 11. São 21 vereadores.

Diante da disputa existe um inquérito aberto pela Polícia Civil de Timon em que os vereadores denunciam corrupção e compra de votos no processo eleitoral na Câmara (Veja). Além disso, existem várias denúncias de tentativas de compra de votos, ou propostas feitas aos vereadores do G-11, mas todas sem qualquer tipo de provas dessas ações por agentes públicos ou partes interessadas em que o governo reverta a situação.

De acordo com a atual situação na disputa, o governo não tem votos para mudar esse quadro e nem existe possibilidades aparentes para reverter a situação. Mesmo que um dos vereadores do G-11 possa se ausentar no dia da votação, abrindo a possibilidade de empate e a decisão for para o critério de idade, a oposição muda o cargo de presidente, mas esse é um assunto que a oposição nem aceita cogitar.

Entretanto todas as estratégias são possíveis, haja vista que estamos se tratando de eleição de mesa diretora de uma câmara municipal, que em disputas pelo país são marcadas por casos de traições, enganações, tornando essas disputas em algo sempre  surreal.

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